CNJ não atenderá nos dias 26 e 30

O Conselho Nacional de Justiça não dará expediente nesta quinta-feira (26/6). A suspensão do atendimento se deve ao jogo da Copa do Mundo, em Brasília.

De acordo com a Portaria n. 5, que trata do funcionamento do Conselho durante os jogos da Copa, o CNJ não atenderá, também, na segunda-feira (30/6), quando haverá mais um jogo na capital federal.

Os prazos processuais que serão iniciados ou completados nesses dias ficarão automaticamente prorrogados para o dia útil subsequente.

PJe-JT será implantado em Sapucaia do Sul na próxima sexta-feira (27)

O Foro Trabalhista de Sapucaia do Sul receberá o Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) na próxima sexta-feira (27). Com a implantação, as duas Varas do Trabalho locais estarão habilitadas a utilizar o sistema e passarão a receber petições inciais exclusivamente pelo PJe-JT. A ocasião será marcada por uma solenidade, agendada para as 15h, que contará com a presença da presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, desembargadora Cleusa Regina Halfen.

O processo eletrônico elimina o uso do papel, garante maior segurança e automatiza diversos atos processuais. A celeridade é uma das principais vantagens do sistema, que reduz de forma significativa o tempo de tramitação dos processos. Estatísticas da Justiça do Trabalho gaúcha demonstram que o PJe-JT reduz em 51% o tempo médio entre o ajuizamento e o julgamento dos processos na comparação com o meio físico.

Para os advogados, o processo eletrônico diminui a necessidade de deslocamentos até as unidades judiciárias e possibilita o peticionamento via internet 24 horas por dia. O sistema também permite a consulta processual por login e senha, inclusive a partir de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Essa funcionalidade está presente na versão 1.4.8.1 do PJe-JT, que passou a ser utilizada pela Justiça do Trabalho gaúcha no início de junho, e traz diversos avanços de usabilidade.

Certificado Digital

Para trabalhar no PJe-JT, os advogados devem possuir, obrigatoriamente, certificação digital. O certificado deve ser adquirido pelo site www.acoab.com.br e sua validação pode ser feita na OAB Serviços, na Rua Vicente de Paula Dutra, nº 236, em Porto Alegre (telefone 51-3284-6410), ou nos outros postos de atendimento, em várias cidades. O site da OAB/RS também disponibiliza um passo-a-passo para obtenção do certificado.

As orientações sobre o cadastro no sistema e a configuração correta do computador podem ser encontradas na seção “Advogado” da Página do PJe-JT.

Cronograma de Implantação

O PJe-JT está presente em 68 Varas do Trabalho e um Posto avançado da Justiça do Trabalho da 4ª Região. No segundo grau, é utilizado nas Seções Especializadas e em seis Turmas Julgadoras. Além de Sapucaia do Sul, as próximas implantações em 2014 contemplarão mais 18 cidades. O sistema também será estendido a todas as Turmas Julgadoras do segundo grau que ainda não o utilizam. Confira abaixo o cronograma de implantação deste ano:

27/06 – Sapucaia do Sul (2 VTs)
04/07 – Lajeado (2 VTs) e Montenegro (Vara Única)
01/08 – Gravataí (4 VTs)
18/08 – Taquara (4 VTs) e Sapiranga (3 VTs)
08/09 – Turmas Julgadoras (2ª, 4ª, 6ª, 9ª e 10ª)
05/09 – Farroupilha (Vara Única), Bento Gonçalves (2 VTs) e Posto de Nova Prata
12/09 – Santa Cruz do Sul (3 VTs)
17/09 – Carazinho (Vara Única), Passo Fundo (4 VTs), e Posto de Marau
17/10 – São Jerônimo (Vara Única), Triunfo (Vara Única), e Posto de Taquari
24/10 – Cachoeira do Sul (Vara Única) e Santa Maria (2 VTs)

PJe-JT será implantado no Foro Trabalhista de Novo Hamburgo no próximo dia 13

O Foro Trabalhista de Novo Hamburgo receberá o Processo Eletrônico (PJe-JT) na próxima sexta-feira (13). Com a implantação, as cinco Varas do Trabalho locais estarão habilitadas a utilizar o sistema. A ocasião será marcada por uma solenidade, agendada para as 11h, que contará com a presença da presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), desembargadora Cleusa Regina Halfen.

O processo eletrônico elimina o uso do papel, garante maior segurança e automatiza diversos atos processuais. A celeridade é uma das principais vantagens do sistema, que reduz de forma significativa o tempo de tramitação dos processos. Estatísticas da Justiça do Trabalho gaúcha demonstram que o PJe-JT reduz em 51% o tempo médio entre o ajuizamento e o julgamento dos processos na comparação com o meio físico.

Para os advogados, o processo eletrônico diminui a necessidade de deslocamentos até as unidades judiciárias e possibilita o peticionamento via internet 24 horas por dia. O sistema também permite a consulta processual por login e senha, inclusive a partir de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Essa funcionalidade está presente na versão 1.4.8.1 do PJe-JT, que passou a ser utilizada pela Justiça do Trabalho gaúcha nessa segunda-feira (9) e traz diversos avanços de usabilidade.

Certificado Digital

Para trabalhar no PJe-JT, os advogados devem possuir, obrigatoriamente, certificação digital. O certificado deve ser adquirido pelo site www.acoab.com.br e sua validação pode ser feita na OAB Serviços, na Rua Vicente de Paula Dutra, nº 236, em Porto Alegre (telefone 51-3284-6410), ou nos outros postos de atendimento, em várias cidades. O site da OAB/RS também disponibiliza um passo-a-passo para obtenção do certificado.

As orientações sobre o cadastro no sistema e a configuração correta do computador podem ser encontradas na seção “Advogado” da Página do PJe-JT.

Cronograma de Implantação

O PJe-JT está presente em 63 Varas do Trabalho e um Posto avançado da Justiça do Trabalho da 4ª Região. No segundo grau, é utilizado nas Seções Especializadas e em seis Turmas Julgadoras. Além de Novo Hamburgo, as próximas implantações em 2014 contemplarão mais 18 cidades. O sistema também será estendido a todas as Turmas Julgadoras do segundo grau que ainda não o utilizam. Confira abaixo o cronograma de implantação deste ano:

13/06 – Novo Hamburgo (5 VTs)
27/06 – Sapucaia do Sul (2 VTs)
04/07 – Lajeado (2 VTs) e Montenegro (Vara Única)
01/08 – Gravataí (4 VTs)
18/08 – Taquara (4 VTs) e Sapiranga (3 VTs)
08/09 – Turmas Julgadoras (2ª, 4ª, 6ª, 9ª e 10ª)
05/09 – Farroupilha (Vara Única), Bento Gonçalves (2 VTs) e Posto de Nova Prata
12/09 – Santa Cruz do Sul (3 VTs)
17/09 – Carazinho (Vara Única), Passo Fundo (4 VTs), e Posto de Marau
17/10 – São Jerônimo (Vara Única), Triunfo (Vara Única), e Posto de Taquari
24/10 – Cachoeira do Sul (Vara Única) e Santa Maria (2 VTs)

Campos, RJ, recebe nova Vara do Trabalho e processo judicial eletrônico

O município de Campos dos Goytacazes é o próximo a receber o sistema do Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT), paralelamente à instalação da 4ª Vara do Trabalho da comarca. A solenidade de instalação da nova unidade judiciária e de implementação do sistema acontece nesta quarta-feira, dia 11 de junho, às 13h.

Neste mesmo dia, a nova ferramenta de tramitação processual também será implantada em Itaperuna e Cabo Frio, mas a distribuição de ações pelo sistema do PJe-JT, nas três comarcas, somente terá início a partir de 12/6.

Ainda no mês de junho, o TRT/RJ instala o PJe-JT em Araruama e São Gonçalo – comarca que também receberá mais duas novas unidades, as 5ª e 6ª VTs/SG.

As Varas novas serão exclusivamente eletrônicas, ou seja, trabalharão apenas com processos distribuídos pelo PJe-JT. Nas demais, a tramitação será mista: elas vão trabalhar com processos físicos e eletrônicos, sendo que os processos físicos continuarão recebendo petições em papel, e as petições iniciais só poderão ser ajuizadas através da nova ferramenta, a partir da data de sua implementação.

O primeiro passo para os advogados é adquirir um Certificado Digital, por meio de uma autoridade certificadora (AC). Escritórios de advocacia devem buscar a certificação para todos os seus operadores, inclusive os estagiários cadastrados, pois estes estão aptos para operar no sistema e protocolizar petições, não podendo, entretanto, assiná-las.

Com essa expansão, o sistema estará instalado em 124 Varas do Trabalho, perfazendo um total de 86,7% de VTs da Justiça do Trabalho fluminense com o sistema em funcionamento, além de um Posto Avançado.

SUSPENSÃO DO EXPEDIENTE E PRAZOS

Tendo em vista a necessidade de paralisação das atividades das Varas do Trabalho de Campos dos Goytacazes para a realocação das unidades, alteração do mobiliário e instalação de novos equipamentos, ficam suspensos o expediente externo, a distribuição de ações, os prazos judiciais e o atendimento a partes e advogados nas Varas daquele município no período de 28/5 a 11/6, sendo mantido o atendimento ao público para o cumprimento de acordos anteriormente agendados.

Já em Itaperuna e Cabo Frio (comarca que abrange o Posto Avançado de Rio das Ostras), o expediente externo, a distribuição de ações, os prazos judiciais e o atendimento a partes e advogados estão suspensos no período de 9 a 11/6, para alteração do mobiliário e instalação de novos equipamentos. Fica mantido o atendimento ao público para o cumprimento de acordos anteriormente agendados e para a realização das audiências já designadas.

VEJA OS DETALHES DO CRONOGRAMA DE EXPANSÃO DO PJe-JT

11/6/2014 – Inauguração da 4ª VT de Campos dos Goytacazes, criada pela Lei Nº 12.656/2012; implantação do PJe-JT nas 1ª, 2ª, 3ª e 4ª VTs de Campos, na VT de Itaperuna, nas duas Varas de Cabo Frio e no Posto Avançado a elas vinculado, localizado em Rio das Ostras.

A 4ª Vara do Trabalho de Campos funcionará no 6º andar do mesmo prédio que abriga as demais VTs, localizado na Av. Tenente Coronel Cardoso, nº 517, Centro;

27/6/2014 – Inauguração das 5ª e 6ª VTs de São Gonçalo, criadas pela Lei Nº 12.656/2012; implantação do PJe-JT nas 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª VTs de São Gonçalo e na VT de Araruama.

A 4ª Vara São Gonçalo será transferida para um novo endereço (na Rua Lourenço Abrantes, nº 41), onde também serão instaladas as novas unidades daquela comarca. O prédio fica ao lado do fórum juiz Feliciano Mathias Netto, onde estão localizadas as demais Varas no município.

Tribunal de Justiça e OAB debatem implantação do PJe na Justiça de Rondônia

O presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Alexandre Miguel, recebeu a visita do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia, Andrey Cavalcante, e demais membros da Ordem para discutir diversos pontos da implantação do novo sistema de processamento judicial por meio eletrônico na Justiça estadual.

O desembargador Alexandre Miguel lembrou que atualmente não se pode imaginar o sistema judiciário sem as novas tecnologias. Segundo o magistrado, a implementação do PJe em todo o estado está programada para até dezembro de 2015. Na medida em que o novo sistema for instalado, os processos novos somente poderão ser registrados por meio eletrônico.

Estiveram presentes na reunião o secretário-geral adjunto da OAB/RO, Walter Gustavo Lemos, do conselheiro federal pela OAB/RO, Elton Assis, o procurador-adjunto da Procuradoria Nacional de Defesa das Prerrogativas, Raul Fonseca, do membro da Comissão de Direito da Tecnologia da Informação da OAB/RO, Felippe Pestana, e do juiz auxiliar da Presidência, João Adalberto Castro Alves.

PJe atende as principais melhorias solicitadas pela OAB

O Processo Judicial Eletrônico (PJe) atende as principais demandas de aperfeiçoamento do sistema apresentadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Das 24 solicitações, 22 estão atendidas ou foram acolhidas pela equipe do PJe. A resposta foi enviada pela gerência técnica do PJe no CNJ aos representantes do Conselho Federal da OAB, no último dia 23, com esclarecimentos sobre temas relativos à simplificação do acesso ao sistema, revisão da usabilidade, auxílio técnico aos usuários e publicidade dos atos processuais.

Entre abril e maio, foram realizadas três reuniões entre conselheiros e juízes auxiliares do CNJ com o vice-presidente da OAB Claudio Lamachia e com o presidente da Comissão Especial de Direito da Tecnologia da Informação da OAB, Luiz Cláudio Silva Allemand, para discutir diversos temas relacionados ao PJe. “O diálogo entre CNJ e OAB sempre foi franco e aberto e, nesse sentido, as sugestões da OAB são sempre muito bem vindas, mesmo porque os advogados são quantitativamente os maiores usuários do PJe”, disse o Conselheiro Saulo Bahia, que é presidente da Comissão Permanente de Tecnologia da Informação e Infraestrutura do CNJ.

O conselheiro lembrou que, no final de 2013, fruto de outras reuniões com a OAB, o CNJ igualmente acolheu diversas sugestões de aperfeiçoamento da Resolução do PJe (veja matéria). “Nunca é demais lembrar: postura de diálogo atrai diálogo. Problemas e reivindicações relacionados ao PJe devem ser trazidas diretamente ao CNJ, onde são resolvidos. Às vezes nos surpreendemos com posturas um tanto midiáticas”, complementou Bahia.

Na resposta encaminhada, o CNJ reitera à OAB a proposta para que coordene o desenvolvimento de escritório off-line de advogados, com uso do Modelo Nacional de Interoperabilidade (MNI), para disponibilização a todos os advogados brasileiros. “A implementação dessa ferramenta, além de garantir tratamento uniforme a todos os advogados, resolveria o problema das intimações (via sistema ou via Diário de Justiça Eletrônico), que passariam a ocorrer por meio desse mesmo escritório off-line, da maneira que a própria OAB entendesse mais adequada. Atenderia, igualmente, o propósito da unificação das instalações do sistema, pois todas as comunicações do PJe, independentemente da instalação, grau de jurisdição e tribunal, passariam a ser feitas diretamente ao escritório off-line do advogado, de forma transparente”, afirma o documento enviado.

De acordo com o Conselheiro Rubens Curado, o intuito do CNJ é incentivar as instituições parceiras a uma postura ainda mais ativa. “Com um pequeno percentual da sua arrecadação, a OAB pode disponibilizar uma ferramenta que auxilie efetivamente o dia-a-dia de todos os advogados do Brasil”, afirma, lembrando que módulos como esse já foram desenvolvidos pela Advocacia-Geral da União (para auxílio aos advogados públicos), e estão sendo desenvolvidos por outras entidades parceiras, como Ministério Público e procuradorias. “Não basta que a OAB participe ativamente do Comitê Gestor Nacional e dos comitês de todos os tribunais do Brasil, conforme determina a Resolução CNJ n. 185. Sugerimos que a OAB deixe de ser ‘hóspede’ do sistema e construa, com as suas próprias mãos, ferramentas úteis aos advogados”, afirma Curado.

Veja abaixo a síntese das principais solicitações atendidas:

Intimações via DJe – Demanda já atendida, pois não se trata de melhoria a ser desenvolvida no sistema, que já comporta intimações pelo Diário de Justiça Eletrônico (DJe) ou eletrônicas, na forma da Lei nº. 11.419/2006. Com relação à obrigatoriedade da intimação pelo DJe, conclui-se que padronizar essa forma de intimação em âmbito nacional implicaria – além de possível contradição com o disposto na Lei 11.419/2006 – em retrocesso nos Estados e regiões que já adotam a intimação eletrônica sem qualquer prejuízo aos envolvidos em processo judicial. O Comitê Gestor dos Tribunais de Justiça chegou à mesma conclusão. Soma-se a isso o fato de alguns tribunais não disporem de DJe, a exigir o seu desenvolvimento/implantação, o que implicaria em custos e tempo. Sugeriu-se, portanto, que a forma de intimação seja discutida no âmbito do Comitê-Gestor de cada tribunal, que pode optar pelo meio mais adequado à realidade local.

Monitor externo de disponibilidade – O CNJ, com o auxílio do comitê de requisitos da OAB, já desenvolveu monitor externo de disponibilidade, que está em fase final de homologação.

Simplificar instalação – O PJe, por ser aplicação de internet, não necessita ser instalada no computador do usuário final. A instalação ocorre apenas nos servidores de aplicação e de banco de dados dos tribunais. Essa característica garante amplo e irrestrito acesso ao sistema e, consequentemente, à Justiça por qualquer usuário e em qualquer computador, desde que atenda a requisitos de segurança, principalmente a certificação digital, também obrigatória no sistema de processo eletrônico do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Não obstante, a fim de facilitar a atuação de todos os usuários, o CNJ está desenvolvendo uma nova versão do sistema que permitirá acesso (por meio de login e senha) a todas as funcionalidades do sistema, sem necessidade de certificação digital, que permanecerá necessária apenas para assinatura de documentos (peticionamento).

Editor de texto – A necessidade de aperfeiçoar o editor de texto do PJe, a fim de ser preservada ou facilitada a formatação de textos, é melhoria identificada e reconhecida como importante para a usabilidade do sistema. Será atendida, entre outros, com a inserção de pincel de formatação no editor, isso sem prejuízo da anexação de arquivos, alternativamente solicitada e já possível na versão atual.

Unificar instalações do sistema de um mesmo tribunal – O atendimento da demanda depende de alteração estrutural significativa no sistema, haja vista que, atualmente, 1º e 2º graus existem em instalações distintas do PJe. Não obstante, sensível ao impacto que a unificação das instalações trará para o usuário externo do sistema, a equipe de desenvolvedores do CNJ está empenhada em desenvolver versão do PJe em que os dois graus de jurisdição estejam agregados em uma única instalação do sistema. Assim, a demanda também será atendida.

Modelo Nacional de Interoperabilidade (MNI) – O MNI está disponível para utilização por qualquer empresa, independentemente de qualquer formalidade legal ou negocial. Importante destacar, aliás, que por compreender operações distintas, como consulta à movimentação processual e entrega de manifestações processuais, tanto empresas interessadas em atuar no auxílio de advogados para controle de prazo de intimações como aquelas interessadas em desenvolver escritórios off-line de advogados podem utilizar o modelo. Para tanto, basta que a empresa entre em contato com o administrador da instalação do PJe para ter autorizado o acesso ao sistema por interoperabilidade. O CNJ sugere, inclusive, que o “escritório off-line de advogados” seja desenvolvido pela OAB com uso do MNI.

Protocolo mediante certidão assinada – A demanda será atendida. A assinatura da certidão é melhoria que deve ser desenvolvida para o fiel atendimento da Resolução n. 185/2013.

Usabilidade – A revisão da usabilidade do sistema foi tratada na última reunião da Comissão Permanente de Tecnologia da Informação do CNJ, quando foi reconhecida a necessidade desse aprimoramento tornar-se permanente no PJe. Na oportunidade, deliberou-se por buscar meios de acelerar esse trabalho, inclusive mediante parceria com outras instituições, já em andamento.

Múltiplas assinaturas – Demanda anteriormente identificada e acolhida. Por implicar modificação em regras de negócio do PJe e depender de definição de requisitos, será encaminhada ao Comitê-Gestor Nacional pelo representante do CNJ, com viés de aprovação, para posterior desenvolvimento.

Transparência – A transparência é valor inerente ao modelo de Administração Pública difundido e defendido pelo CNJ, o que abrange o desenvolvimento e implementação do sistema PJe. Nesse sentido, as principais informações públicas já estão disponíveis na página do PJe e no menu “transparência” no site do CNJ e de todos os tribunais brasileiros, conforme determina a Resolução do CNJ n. 102. Não obstante, a possibilidade de ampliar ainda mais a transparência está sendo discutida no novo modelo de governança do sistema PJe, em revisão pela Comissão Permanente de Tecnologia da Informação do CNJ.

Suporte telefônico – O suporte telefônico aos usuários externos é preocupação permanente do CNJ, retratada expressamente na Resolução do Conselho n. 185/2013. O ato obriga os tribunais que instalarem o sistema a manterem terminais para atendimento ao público. Nesse sentido, é importante o trabalho em parceria também nesta área, a fim de que a OAB noticie ao CNJ eventuais problemas relacionados ao suporte dos usuários nos tribunais que utilizam o PJe.

Upload simultâneo – O upload simultâneo de arquivos já é possível na versão atual do sistema. O componente, entretanto, utiliza o Adobe Flash como tecnologia. Com o escopo de facilitar ainda mais a utilização do sistema, já está em desenvolvimento nova ferramenta de upload simultâneo sem a utilização do flash.

Múltiplos papéis – A possibilidade de utilização de múltiplos papéis foi desenvolvida pela equipe de desenvolvedores do CNJ e implementada na versão 1.5.0 do sistema. Por ser melhoria estrutural relevante para a utilização geral do PJe, foi posteriormente adaptada para a versão 1.4.8 do PJe em utilização na Justiça do Trabalho. Portanto, quando as versões do PJe estiverem unificadas, todas as instalações existentes no país passarão a contar com a funcionalidade de múltiplos papéis.

Destruição de documentos – A destruição de documentos está regulamentada pela Lei n. 11.419/20016 e pela Resolução do CNJ n. 185/2013.

Publicidade (disponibilizar na consulta pública todas as decisões interlocutórias) – Demanda já atendida. A versão em produção do CNJ já permite a consulta a todas as decisões proferidas no processo, desde que os autos não sejam sigilosos, em consonância com o disposto na Resolução do Conselho n. 121.

Certidão de intimação automática – A matéria é afeta à admissibilidade de recursos nos tribunais e, destarte, impacta diretamente o exercício dos representantes de partes de processo judicial. Assim, a melhoria será encaminhada ao Comitê-Gestor Nacional pelo representante do CNJ, com viés de aprovação, para posterior definição de requisitos pelos representantes da OAB e desenvolvimento.

Abaixo, a síntese das duas únicas solicitações não acolhidas integralmente pelo CNJ:

Peticionamento físico – A proposta esteve na pauta das reuniões realizadas com a OAB. Na ocasião, foi exposto pelos representantes do CNJ que o modelo adotado pela Resolução do CNJ n. 185 é o mesmo usado pelo STF, TJSP e por diversos outros tribunais que utilizam processo eletrônico e que igualmente não aceitam, via de regra, peticionamento concomitante em papel. Lembrou-se, também, que a Resolução 185 (art. 13, § 3º) admite o peticionamento físico em situações especiais, entre elas quando se tratar de ato urgente ou destinado a impedir perecimento de direito. Não obstante, os representantes do CNJ admitiram a possibilidade de propor alteração dessa resolução a fim de incentivar “auxílio técnico” a todos os advogados nos primeiros meses da implantação para conferir transição ainda mais tranquila do processo físico para o eletrônico, conforme proposta entregue ao vice-presidente da OAB, Carlos Lamachia.

Acabar com a ocultação da decisão, para disponibilizá-la independentemente de intimação – Lembrou-se que a ciência inequívoca do teor da decisão implica a deflagração do prazo processual, conforme jurisprudência pacífica. Assim, considerando que todos os acessos ao processo eletrônico implicam registro no sistema, ainda que atendida a solicitação, haveria a deflagração do prazo processual, porquanto a ciência da decisão proferida estaria inequívoca e automaticamente comprovada. Nesse contexto, concluiu-se que, aparentemente, é mais seguro para o advogado a manutenção do mecanismo atual que, no entender da equipe do PJe no CNJ, garante ampla publicidade.

OAB-RS realiza curso de PJe-JT para advogados de Sapucaia do Sul

A OAB/RS realizará na amanhã (6), em Sapucaia do Sul, um treinamento sobre Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) para advogados. A capacitação ocorrerá a partir das 14 horas na sede da subseção da OAB no município (Av. Nossa Senhora da Conceição, 125/110). Inscrições e maiores informações podem ser obtidas no site http://inscricaoesa.oabrs.org.br/ .

Na última sexta-feira (30), o treinamento em PJe-JT foi realizado pela OAB/RS em Novo Hamburgo (foto). Além de profissionais do município, também compareceram advogados que atuam em outras cidades da região, como Campo Bom, Taquari, Sapiranga e Igrejinha. Durante o curso também foi abordada a necessidade da certificação digital para o exercício da advocacia.

O calendário de capacitação em processo eletrônico da OAB/RS terá continuidade, levando o treinamento a todas as subseções onde haverá a implantação do sistema em 2014. O PJe-JT será implantado no Foro Trabalhista de Novo Hamburgo em 13 de junho e no Foro Trabalhista de Sapucaia do Sul em 27 de junho.

Como obter o certificado digital

Os advogados e demais operadores do Direito só podem acessar o Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) por meio do certificado digital.

A opção pela certificação digital partiu do Conselho Nacional de Justiça e segue uma tendência mundial em segurança da informação. Além de identificar com precisão pessoas físicas e jurídicas, garante confiabilidade, privacidade, integridade e inviolabilidade em mensagens e diversos tipos de transações realizadas na internet – como o envio de uma petição, por exemplo.

O certificado digital pode ser adquirido pelo site www.acoab.com.br e validado na OAB Serviços, na Rua Vicente de Paula Dutra, nº 236, em Porto Alegre (telefone 51-3284-6410). Outras informações podem ser obtidas no site do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI):www.iti.gov.br/certificacao-digital.

Importância da advocacia pública é tema de debate no Senado

A conselheira federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Samia Roges Jordy Barbieri, participa de audiência pública com o tema “A Advocacia Pública como instrumento de segurança jurídica”. O encontro, que acontece nesta terça-feira (3), é promovido pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e conta ainda com a presença do presidente do Conselho Federal, Marcus Vinícus Coelho Furtado.


Samia é membro da Comissão do Advogado Público e presidente da Comissão Permanente de Assuntos Indígenas (COPAI). O debate foi solicitado pelo presidente da CCJ, Vital do Rêgo (PMDB-PB), e pelo senador Pedro Taques (PDT-MT), com o objetivo de discutir o avanço que significou para o país a criação dessa advocacia pela Constituição promulgada em 1988.


Participam ainda do encontro o ministro Luís Inácio Lucena Adams, advogado-geral da União; o ministro Felix Fischer, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Lúcia Léa Guimarães Tavares, procuradora-geral do Estado do Rio de Janeiro; Robinson Barreirinhas, procurador-geral do município de São Paulo; Luiz Moreira Gomes Júnior, conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP); Michel Temer, vice-presidente da República; e Márcio Chaer, diretor da revista Consultor Jurídico.

Vila Rica suspende prazos processuais

Os prazos processuais da Comarca de Vila Rica (1.259 km a nordeste de Cuiabá) estarão suspensos nesta terça e quarta-feira (3 e 4) por conta do desligamento de rede que será feito a fim de organizar o ambiente lógico, servidores e switches – dispositivos que permitem dividir a internet entre computadores.

Dessa forma, os prazos ficam prorrogados até o próximo dia útil. Os trabalhos técnicos são realizados pelas coordenadorias de Tecnologia de Informação e de Infraestrutura do Tribunal de Justiça até a próxima segunda-feira (9).


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