Tribunais de Justiça alteram o expediente no Dia do Advogado

Vários tribunais do país vão alterar seus horários de funcionamento no dia 11 de agosto, Dia do Advogado, alguns nem terão expediente na data. No Tribunal de Justiça de Rondônia, por exemplo, não terá expediente em sua sede e demais comarcas do estado. O mesmo vai ocorrer no Acre, Alagoas, Mato Grosso Sul, Paraíba, Roraima, Sergipe e Tocantins.

No Rio de Janeiro, a presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargadora Leila Mariano, determinou por meio do Ato Executivo 1.330/2014 a suspensão dos prazos processuais em 11 de agosto. As audiências que estão agendadas para o dia deverão ser redesignadas para data oportuna. Já as unidades do Poder Judiciário estadual irão funcionar em regime de expediente interno e as medidas de caráter urgente atendidas pelos respectivos juízos.

Já no Piauí, o Tribunal de Justiça informou que foi decretado ponto facultativo no Poder Judiciário piauiense. No Tribunal de Justiça do Amazonas não haverá sessão da 1ª Câmara Cível.

Em São Paulo e nos demais estados, as assessorias de imprensa dos Tribunais de Justiça informaram que o expediente será normal.

PJe: Magistrado cego revela dificuldades em lidar com o sistema

Lançado em 2011 como forma de facilitar e agilizar o acesso à Justiça, o PJe (Processo Judicial Eletrônico) se mostrado um problema para as pessoas com deficiência, em especial os deficientes visuais. Ao invés de auxiliá-los a acessar a Justiça, usuários informam que a mudança trouxe novas dificuldades.

O tema foi tratado em audiência realizada entre o presidente em exercício do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ricardo Lewandowski, e o desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, do TRT9, único desembargador do Brasil deficiente visual. Em pauta estava a implementação de mudanças no PJe a fim melhorar sua acessibilidade.

“O PJe apresenta problemas, mas no que diz respeito às pessoas com deficiência ele é absolutamente hostil”, afirma o desembargador. Segundo ele, as pessoas com deficiência visual ou mesmo física ou auditiva utilizam-se de programas de computador que possibilitam sua atuação. No caso dos cegos, há programas de voz que falam o que está na tela, e com isso eles podem trabalhar normalmente. O problema é que o sistema do processo eletrônico “trava” se o usuário estiver utilizando algum programa de assistência para pessoas com deficiência.
“Em um primeiro momento, quando se anunciou a generalização do PJe, houve grande expectativa. Mas a frustração foi terrível”, afirma. Segundo o desembargador, há 1.800 advogados com deficiência visual inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que não poderão trabalhar caso o Pje seja o único meio de acesso à Justiça.

Soluções – O desembargador preside comissão do CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho), que tem por finalidade fazer o PJe acessível. Por esse meio, foi desenvolvido um sistema que viabiliza o acesso às pessoas com deficiência visual. “O sistema está em fase experimental, mas é muito promissor, por isso procurei o ministro Lewandowski, a fim de marcar uma nova audiência para tratar do assunto oficialmente”, afirma.

O desembargador observa que a Recomendação 27 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), de 2009, estabelece que os tribunais devem trabalhar priorizando os interesses das pessoas com deficiência para tornar o Judiciário acessível. Para ele, não se trata, no caso da acessibilidade do PJe, de um problema normativo, mas de colocar em prática a determinação do próprio CNJ.

Convenção de Nova York

A comissão brasileira que participou da elaboração da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, publicada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2006, contou com a participação do próprio desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca. Ele também trabalhou no Congresso Nacional pela ratificação do tratado, que foi o primeiro tratado internacional a ser ratificado no Brasil com status constitucional, nos termos do parágrafo 3º do artigo 5º da Constituição Federal, incluído pela Emenda Constitucional nº 45/2004.

De acordo com Marques da Fonseca, essa convenção diz, em seu artigo 13, que o Poder Judiciário deve ser totalmente acessível ao deficiente, e estabelece, em seu artigo 2º, que é discriminatória também a recusa de adaptação. “Onde ocorre recusa de adaptação ocorre discriminação. É preciso que o CNJ atente para isso e dê cumprimento à Recomendação 27, para que se adapte e não crie um cenário de discriminação contra jurisdicionados e profissionais do direito”, afirma.

História – Marques da Fonseca é o primeiro juiz cego do Brasil e o segundo no mundo. Estudou na faculdade de direito da Universidade de São Paulo (USP), onde também fez mestrado, e tem doutorado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 1991, tomou posse como procurador do trabalho, aprovado em concurso público em sexto lugar. Foi empossado no TRT da 9ª Região em 2009, onde entrou pelo quinto constitucional.

Petições impressas – Em janeiro, o ministro Ricardo Lewandowski deferiu liminar no Mandado de Segurança (MS) 32751, a fim de garantir à advogada cega Deborah Maria Prates Barbosa, inscrita na OAB/RJ (Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Rio de Janeiro), a possibilidade de apresentar petições, em papel, até que os sites do Poder Judiciário tornem-se completamente acessíveis em relação ao Processo Judicial Eletrônico (PJe). A advogada impetrou o MS em seu próprio favor, a fim de restaurar seu direito de exercer a advocacia com liberdade e independência.

Dilma Rousseff sanciona hoje Supersimples aos advogados

O Palácio do Planalto agendou para esta quinta-feira (07/08), a partir das 10 horas (horário de Brasília), a solenidade na qual a presidente da República Dilma Rousseff fará a assinatura da sanção da lei que estende o “Supersimples” à advocacia.

Tributação Atual – No regime atual, as sociedades de advogados têm carga tributária mínima de 11,33% no regime de lucro presumido. A expectativa com a sanção do Supersimples, por outro lado, as bancas com faturamento até R$ 3,6 milhões poderão pagar alíquota única de 4,5% a 16,85%.

Os advogados autônomos, por sua vez, estão sujeitos atualmente ao recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Física, cuja alíquota de pagamento chega a 27,5% sobre os rendimentos auferidos.

Nova Tributação – O Conselho Federal da OAB afirmou, em nota oficial, que a criação do novo patamar de cobrança de impostos aos advogados, promoverá significativo aumento no número de sociedades de advocacia que serão abrangidas e beneficiadas.

O presidente da entidade, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, abordou os benefícios oriundos da sanção do Supersimples: “Esse projeto gera milhares de empregos e aumenta o número de contribuintes, por isso foi aprovado por unanimidade no Senado Federal. Todos ganham com a implantação do Simples: o profissional, a sociedade e o governo”.

Ampliação – A OAB aposta na formalização de milhares de advogados, que trabalham atualmente na informalidade, com a criação de mais de 420 mil novos empregos e o consequente aumento expressivo de arrecadação para o governo.

O Conselho Federal da OAB crê, baseada em projeções que realizou, que o número de sociedades de advogados deve saltar das atuais 20 mil para 126 mil em até cinco anos.

STJ suspende expediente no Dia do Advogado e prazos serão prorrogados

O expediente no Superior Tribunal de Justiça será suspenso na próxima segunda-feira (11) devido à comemoração do Dia do Advogado. Na data é lembrada a criação dos primeiros cursos de Direito no país, em Pernambuco e São Paulo, em 1827.

A suspensão do expediente e prazos no Dia do Advogado está previsto no Regimento Interno do STJ, artigo 81, parágrafo 2º, inciso IV. Por causa do feriado, os prazos que se iniciarem ou se completarem nesse dia ficarão automaticamente prorrogados para o dia 12, terça-feira.

Leia a determinação:

A determinação consta da Portaria 391, de 28 de julho de 2014:
O PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, usando da atribuição conferida pelo art. 21, XXXI, do Regimento Interno,
RESOLVE:

Art. 1º Não haverá expediente na Secretaria do Tribunal no dia 11 de agosto de 2014 (segunda-feira), em virtude do disposto no art. 81, § 2º, inciso IV, do Regimento Interno do STJ.

Art. 2º Os prazos que porventura devam iniciar-se ou completar-se nesse dia ficam automaticamente prorrogados para o dia 12 subsequente (terça-feira).

Art. 3º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Ministro FELIX FISCHER

Tribunal profere primeira sentença em processo judicial eletrônico

A primeira sentença em um Processo Judicial eletrônico no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) foi prolatada às 18h18 da última quinta-feira (31/7), menos de uma hora após a distribuição do feito. O processo foi extinto 21 horas depois de haver sido distribuído. Trata-se de uma ação de execução de título extrajudicial que teve sua inicial indeferida por não preencher os requisitos legais exigíveis para deflagração da demanda perante os Juizados Especiais.

A sentença foi proferida pela juíza Sandra Reves Vasques Tonussi, do 6º Juizado Especial Cível de Brasília. Coincidentemente, a mesma vara foi sorteada para receber o primeiro processo ajuizado por meio do PJe, na sexta-feira (25/7), quando o sistema começou a funcionar nos sete Juizados Especiais Cíveis do Fórum Leal Fagundes. Nesta primeira semana, já foram distribuídos mais de 300 processos judiciais eletrônicos.

O PJe está sendo implantado no TJDFT conforme cronograma que alcançará a totalidade das varas do Tribunal em 2017. A implantação foi um compromisso assumido pelo Presidente do Tribunal, desembargador Getúlio de Moraes Oliveira, em seu discurso de posse. Em entrevista coletiva concedida no dia 24/7, o Presidente ressaltou a celeridade do PJe e a facilidade para advogados que podem iniciar ações e ter a primeira audiência agendada em até cinco minutos, além de não precisarem se deslocar ao fórum para muitos dos atos processuais. Explicou que o jurisdicionado poderá acompanhar o processo pela internet e lembrou que desaparecerá, inclusive, o procedimento de carga, já que os autos estarão disponíveis permanentemente para as partes.

Preconizado pela Lei 11.419/2006 e instituído pela Resolução 185/2013 do CNJ, o Processo Judicial eletrônico está sendo implementado no TJDFT conforme a Portaria Conjunta 53/2014. O TJDFT disponibiliza uma página em seu sítio com todas as informações necessárias sobre o sistema, inclusive lembrado aos advogados a necessidade da certificação eletrônica.

Número de escritórios deve crescer seis vezes com Simples

O jornal “Valor Econômico” publicou reportagem de destaque nesta sexta-feira (1º) sobre a inclusão da advocacia no sistema de tributação Supersimples, na qual cita a previsão de que o número de profissionais que atuam em bancas deve ir dos atuais 20 mil para 126 mil. Em entrevista ao diário, o presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, “o Simples vai beneficiar a formalização dos jovens advogados e dos escritórios de pequena estrutura, que têm uma arrecadação menor”. Leia a reportagem completa abaixo:

Número de escritórios deve crescer seis vezes com advocacia no Simples

A entrada da advocacia no Simples Nacional- regime simplificado de tributação – possibilitará que milhares de profissionais se formalizem, por meio de novos escritórios. Hoje, apenas 5% dos 822 mil advogados do país integram formalmente bancas. A previsão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é de que o número de escritórios cresça seis vezes nos próximos cinco anos, passando dos atuais 20 mil para 126 mil.

O projeto de lei que amplia o Simples Nacional – ou Supersimples – foi aprovado pelo Senado Federal neste mês e deve ser sancionado no próximo dia 7. O projeto acrescenta 140 atividades econômicas ao regime diferenciado. Só indústrias de bebidas alcoólicas, tabaco e armas ficaram de fora. Além da advocacia, outras atividades que poderão ser incluídas são medicina, odontologia e psicologia.

Hoje, 95% dos profissionais da advocacia trabalham por conta própria, em empresas ou outras atividades. A entrada no Supersimples, porém, incentivará a formação de novos escritórios – que pelo Estatuto da OAB (Lei nº 8.906, de julho de 1994) só pode ser instituído com pelo menos dois sócios. No regime simplificado, as bancas com faturamento até R$ 3,6 milhões poderão pagar alíquota única de 4,5% a 16,85% de tributos.

Atualmente, pelo regime de lucro presumido, as sociedades de advogados têm carga tributária de, no mínimo, 11,33%, segundo Sebastião Luiz Gonçalves dos Santos, conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC-SP). Para chegar a esse percentual foram contabilizados o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins. Já os advogados autônomos ficam sujeitos a alíquotas de Imposto de Renda que podem chegar a 27,5% sobre os rendimentos, feitas as deduções.

Uma simulação do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) indica que, para um escritório com despesas de mão de obra de 40% e custos administrativos de 35%, o Simples seria mais vantajoso do que o regime do lucro presumido para a faixa de rendimento de até R$ 2,16 milhões. No caso, a alíquota pelo Simples Nacional seria de 13,25%, ante 13,42% no regime de lucro presumido.

A entidade também calcula que a sociedade com receita bruta anual de R$ 180 mil pagaria alíquota de 4,5% no Simples Nacional, ante uma carga tributária de 8,77% no regime de tributação pelo lucro real e 11,33% pelo lucro presumido. As alíquotas não incluem a contribuição previdenciária patronal.

Para o cálculo, também deve ser levada em consideração a carga tributária de Imposto sobre Serviços (ISS) das sociedades de advogados, segundo Gustavo Brigagão, diretor de relações institucionais do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa). “A alíquota do Supersimples abrange todos os tributos, inclusive o ISS. Hoje, as sociedades de advogados pagam um valor fixo de ISS”, diz.

Para Marcus Vinicius Furtado Coêlho, presidente da OAB, o simples vai beneficiar a formalização dos jovens advogados e dos escritórios de pequena estrutura, que têm uma arrecadação menor. Ele estima que a formalização dos advogados deve seguir o que ocorreu com os contadores – até 2008 a atividade era vedada no enquadramento no Simples Nacional e, hoje, cerca de 30% dos profissionais estão formalizados.

“A ampla base dos advogados brasileiros [cerca de dois terços] é formada por pessoas de rendimento inferior a R$ 180 mil”, afirma o presidente da OAB. No entanto, dentre os escritórios de advocacia formalizados, só 20% têm faturamento inferior a esse montante, segundo Coêlho.

Segundo levantamento da Ordem, até mesmo o governo deve ganhar em arrecadação pela ampliação da base de contribuintes e geração de empregos. A entidade estima uma geração de 424 mil novos empregos com as novas sociedades de advogados. Essa projeção da entidade usa como parâmetro o crescimento dos empregos nos escritórios de contabilidade após sua inclusão no Supersimples (62% entre 2009 e 2011).

Para o presidente da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), Sérgio Rosenthal, a proposta, que ainda depende de sanção presidencial, colabora para a criação de novas sociedades e estimula o ingresso dos advogados e escritórios na formalidade fiscal. “Muita gente que não pagava tributo porque a carga era penosa agora pagará impostos corretamente”, diz o advogado.

Segundo Rosenthal, a medida não acarreta diminuição na arrecadação. “Dois efeitos virão, o aumento da arrecadação na categoria e a geração de empregos com mais sociedades de advogados”, diz o advogado.

Advogados protestam por melhorias no PJe

Advogados do Rio de Janeiro protestaram por melhorias no sistema de peticionamento eletrônico utilizado na Justiça do Trabalho naquele Estado. Desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o PJe tem apresentado instabilidade e dificultado o trabalho no Poder Judiciário. Os advogados reuniram-se em frente à sede do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no centro do Rio.

Segundo o vice-presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia, advocacia sabe que o Processo Judicial Eletrônico (PJe) é uma das ferramentas capazes de minimizar um dos maiores problemas do sistema judicial brasileiro: a morosidade. “No entanto, implantado de forma açodada, sem a necessária maturação do sistema, ou mesmo a unificação da plataforma, o PJe tem se mostrado muitas vezes ineficiente, excludente e inseguro. São comuns, por exemplo, os relatos de instabilidade no sistema, que impedem que os advogados possam peticionar ao longo de horas, indo na contramão daquele que deveria ser o maior trunfo do seu funcionamento”, afirma.

Luiz Cláudio Allemand, membro do Comitê Gestor do PJe no CNJ e presidente da Comissão Especial de Direito da Tecnologia e Informação da OAB, diz que, enquanto o Conselho Nacional de Justiça não esclarecer as causas da instabilidade do sistema, os advogados devem continuar questionando e lutando por melhorias. “Não somos contra o PJe, só queremos correções no sistema. Também exigimos transparência no processo. É irresponsável o que estão fazendo com a Justiça. Enquanto o sistema não melhora, é necessário que se aceite petições em papel. A Justiça não pode parar porque o sistema do CNJ não está funcionando”, criticou.

Proposta garante a advogado acesso a todos os documentos de investigação

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6705/13, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que garante ao advogado a possibilidade de ter acesso a todos os documentos da investigação, sejam físicos ou digitais. Caso o órgão investigador forneça dados incompletos ou retire parte do processo de investigação, o agente poderá ser punido por abuso de autoridade.

Em caso de sigilo, o advogado precisará apresentar procuração para ter acesso às informações.

Atualmente, o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94) não abrange o acesso a todas as instituições investigatórias, mas apenas a departamentos policiais. Também não detalha o exercício da advocacia em casos sigilosos ou a possibilidade de crime de abuso de autoridade se as informações forem dadas de forma incompleta.

“Para que uma investigação criminal seja feita de forma republicana, faz-se necessário que estejam presentes nela os direitos à ampla defesa e ao contraditório do investigado, bem como que este esteja acompanhado do seu advogado”, afirma Arnaldo Faria de Sá. Ele ressaltou que, ainda hoje, acontecem investigações criminais com abuso de autoridade.

O projeto também inclui no estatuto, entre os direitos dos advogados, o de prestar assistência aos clientes investigados durante a apuração de infrações e o de requisitar diligências.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

TST tem novos valores de depósitos recursais a partir desta sexta-feira (01º/08)

Entra em vigência, na próxima sexta-feira (01/08), os novos valores limites de depósitos recursais para a interposição de apelos perante à Justiça do Trabalho.

Valores – O valor do depósito limite referente à interposição de “recurso ordinário” passa a ser de R$ 7.485,83, enquanto os valores limites para depósitos referentes a “recurso de revista”, “embargos”, “recurso extraordinário” e “recurso em ação rescisória” foram alterados para R$ 14.971,65.

O depósito recursal está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (artigo 899) e seus valores foram reajustados pela variação acumulada do INPC do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no período entre julho de 2013 a junho de 2014.

Publicação – Os novos valores limites para os depósitos recursais foram publicados na edição do dia 17 de julho do Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho.

Conheça a Campanha Nacional pela Dignidade dos Honorários da OAB

Uma ação conjunta envolve os esforços do Conselho Federal da OAB em nível nacional e de todas as 27 seccionais no âmbito local. Trata-se da Campanha Nacional pela Dignidade dos Honorários, a principal frente da Ordem no sentido de garantir o pagamento de verbas honorárias justas e decentes aos advogados.

Para tanto, são disponibilizados o selo para documento, a etiqueta para lapela, o adesivo para carro e o cartaz da campanha. Os quatro materiais são gratuitos e personalizáveis, bastando que o advogado indique sua seccional e baixe o arquivo para seu computador, que virá com a frase que é tema da campanha: “Honorários Dignos: Uma Questão de Justiça”.

O presidente da OAB Nacional, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, destaca a luta da entidade contra honorários em valores insignificantes. “Trabalhamos para evitar que os advogados sejam submetidos a honorários irrisórios. Advogado valorizado, cidadão respeitado, esse é o slogan da campanha em defesa das prerrogativas. O profissional tem direito à percepção de honorários dignos para que ele possa bem representar a sociedade brasileira”, entende.

O vice-presidente Nacional da OAB e coordenador da Campanha Nacional de Valorização dos Honorários, Claudio Lamachia, ressalta a importância da questão para a advocacia brasileira. “Esta é uma das principais lutas da atual gestão da OAB. O aviltamento da verba honorária não será aceito em nenhuma hipótese. Convocamos cada um dos 800 mil advogados brasileiros a colocar o selo da campanha em suas petições, a etiqueta em sua lapela, o adesivo em seu carro e o cartaz em sua seccional. Os magistrados têm de ter consciência que podem ser amanhã os primeiros a necessitar de um advogado”, frisou.

Canais exclusivos

A campanha conta com um hotsite exclusivo, onde é possível fazer o download de qualquer um dos materiais, personalizando-os, de forma gratuita e segura. O selo para documentos (petições, ofícios, etc) tem 3cm x 3cm, enquanto a etiqueta para lapela mede 6cm x 6cm e o adesivo para carros, 12cm por 12cm. O cartaz, por sua vez, tem medidas padrão A3.

O Conselho Federal da OAB disponibiliza, ainda, a Ouvidoria de Honorários, canal direto e exclusivo para denúncias sobre o aviltamento da verba honorária advocatícia.


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