A Justiça Federal de Jaú determinou a prisão de 33 pessoas acusadas de contrabando e exploração de caça-niqueis com o apoio de policiais civis. O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em Bauru e o Ministério Público Federal em Jaú deflagraram a operação contra 52 pessoas acusadas de formação de quadrilha para a exploração ilegal de caça-níqueis, corrupção passiva, facilitação de contrabando e prevaricação.
Após um ano de investigações do núcleo do Gaeco, em Bauru, do Ministério Público do Estado de São Paulo, da Procuradoria da República em Jaú, do Ministério Público Federal, e da Polícia Federal de Bauru, as prisões foram decretadas nos municípios de Jaú, Rio Claro, Bauru e São Paulo.
Também foram feitas buscas e apreensões nas casas dos acusados e em escritórios de advocacia. A Justiça determinou ainda a exoneração do delegado seccional de Jaú. Entre os acusados, estão três delegados de Polícia, seis investigadores, um agente policial e um policial militar.
O grupo de Jaú, que entregava e explorava as máquinas, era associado a outro, composto também por advogados, com base em Rio Claro, segundo o Ministério Público Federal em São Paulo. Esse grupo importava as máquinas com as peças contrabandeadas, afirma o MPF paulista. As investigações começaram em virtude da falta de repressão, por parte da Polícia Civil de Jaú, da exploração ilegal de máquinas caça-níqueis no município e região. As investigações, então, passaram a ser feitas pelo Ministério Público, com apoio da PM, da PF, da Receita Federal e da Prefeitura Municipal de Jaú.
Segundo o MPF paulista, a Justiça descobriu ainda a existência de quatro grupos criminosos desse ramo, contando com respaldo de policiais civis e um policial militar em torno de um estratagema criminoso, desde 2006. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF em São Paulo
30 de janeiro
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