O número de ações propostas no Judiciário pela Defensoria Pública de São Paulo, para pedir medicamentos, insumos e aparelhes não localizados em alguns estabelecimentos de saúde da rede pública, caiu de 200 para 16 por mês. A queda de 92%, segundo a Defensoria, é resultado da parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, desde março de 2008.
Segundo a defensora pública Vânia Agnelli, geralmente, os pacientes procuram a Defensoria por necessitarem de medicamentos para tratamento de doenças crônicas e que exigem tratamento contínuo como glaucoma, diabetes, hipertensão arterial, epilepsia e doença pulmonar obstrutiva crônica. São justamente estes casos, diz, que estão sendo beneficiados pela parceria. “É uma forma de solucionar de maneira mais rápida o conflito, pois qualquer medida judicial exige mais tempo”, afirma.
De acordo com a Defensoria, na capital paulista, apenas 8% dos pedidos de medicamentos e insumos são encaminhados ao Judiciário. Vânia Agnelli diz que são pedidos de fraldas geriátricas (indicadas em casos de paralisia cerebral, mal de Alzheimer, entre outros) e aparelhos de CPAP, para tratamento da apnéia do sono, além de próteses, órteses e cadeiras de rodas, que não estão previstos no protocolo da Secretaria de Saúde.
Com a parceria, o paciente é atendido por defensor público e encaminhado para o atendimento por farmacêuticos da Secretaria Estadual de Saúde, no plantão que funciona na sede da Defensoria. O plantão acontece na Avenida Liberdade, 32, nas terças e quintas, das 14h às 16h.
Os funcionários analisam as receitas, buscam localizar o medicamento, insumo ou aparelho na rede pública por meio do sistema da Secretaria, e encaminham o paciente ao local correto para retirada. “Essa proximidade tem permitido que os pacientes obtenham os medicamentos com maior rapidez e que a Secretaria identifique com maior precisão as demandas”, afirma Agnelli. Com informações da Assessoria de Imprensa da Defensoria Pública de São Paulo
30 de janeiro
30 de janeiro
30 de janeiro
30 de janeiro