O juízo da 3ª Vara Criminal do Rio decidiu levar a júri popular o médico colombiano Heriberto Ivan Arias Camacho, acusado pela morte de Lindama Benjamin de Oliveira. A dona de casa, de 59 anos, faleceu após fazer uma lipoaspiração na Clínica Vitée Cirurgia Plástica e Estética, na Barra da Tijuca, em março de 2023. De acordo com a denúncia, o local não tinha licença para a realização de cirurgias nem aparatos técnicos necessários ao atendimento seguro dos pacientes.
Lindama sofreu perfuração no intestino por três vezes e teve hemorragia peritoneal durante a realização do procedimento. Mesmo reclamando de dores intensas, de estar sem apetite, com quadro de hipotensão e sudorese intensa, o médico Heriberto foi embora da clínica após a cirurgia. O quadro da vítima era tão preocupante que enfermeiros e técnicos que a assistiam recomendaram, por diversas vezes, uma avaliação de transferência para um hospital com UTI, o que, de acordo com eles, foi tratado com deboche pelo cirurgião.
Somente após a piora do quadro clínico da paciente e da insistência dos outros profissionais da clínica Heriberto fez os contatos necessários para a transferência de Lindama. Porém, em vez de transferi-la para um hospital próximo ao local dos fatos, o médico transferiu a paciente para o Hospital Semiu, localizado no bairro da Vila da Penha, distante 32 quilômetros da Clínica Vitée, mesmo existindo outras unidades de saúde públicas e privadas na Barra da Tijuca. Além disso, a ambulância viabilizada pelo colombiano sequer tinha UTI móvel. Lindama morreu ao chegar ao Hospital Semiu.
Processo nº: 0087107-74.2023.8.19.0001
6 de fevereiro
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